quinta-feira, 30 de junho de 2011

Síndrome do Piriforme

Postado por Livia de Mello Munhós às 13:52 0 comentários
Quem não sente ou já sentiu a tão famosa dor ciática? Pois então fique esperto porque muitas vezes uma dor ciática não está relacionada diretamente com problemas sérios de coluna como a hérnia de disco, mas sim com a Síndrome do Piriforme. Na postagem abaixo vocês verão que é muito fácil de se confundir com outras patologias e ao mesmo tempo é fácil de eliminar essa dor "chatinha".

O nervo ciático passa por baixo de um pequeno e profundo músculo localizado em ambas a nádegas chamado Piriforme. Quando o ciático é irritado por esse músculo, ocorre a então chamada Síndrome do Piriforme. Esta síndrome permanece sendo um diagnóstico controverso, pois alguns médicos acreditam que ela é subdiagnosticada, enquanto outros estão convencidos de que ela é totalmente diagnosticada. Muitos clínicos acreditam que ela corresponde a mais ou menos 10% dos casos relacionados a dor ciática (dor que irradia para perna).

Apresentação Clínica

Os pacientes apresentam-se com dor nas nádegas (nas duas ou em uma apenas), irradiada por trás da coxa, descendo para panturrilha. Muitas vezes a dor também pode estar presente na parte lateral da perna. Essa dor costuma ser descrita como "queimação", "ardência" ou até mesmo "rasgante". Pode haver junto com esses sintomas, dor lombar, agravando-se ao caminhar e-ou sentar.

Exame Físico

O achado essencial na hora do exame físico é um ponto bem dolorido na região do músculo piriforme no meio da nádega aonde o nervo ciático faz uma parte de seu trajeto. Algumas vezes a pressão no local pode causar dor irradiada ao longo da perna.

Estudos diagnósticos

O diagnóstico de Síndrome do Piriforme é praticamente clínico. Em casos de suspeita de hérnia discal ou qualquer outra patologia deve-se fazer um Ressonância Magnética da coluna lombar .
A eletroneuromiografia pode ser útil em casos onde haja formigamento e/ou falta de sensibilidade.

Tratamento

Na minha prática clínica é muito comum encontrarmos pacientes com a Síndrome do Piriforme.
A quiropraxia ajuda muito nesses casos, através de ajustes na região lombar e articulação sacroilíaca.
Fisioterapia com ultrasom, massagens, técnicas de alongamento, relaxamento e calor são bastante eficazes para o problema.

                                                                      
                                                                                                    Fonte: Manual de Medicina MusMusculoesquelética

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O que são Doulas?

Postado por Livia de Mello Munhós às 12:16 0 comentários



A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.


Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.

Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.

O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.

O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.


O que a doula faz?


Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.

Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..

Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.

O que a doula não faz?

A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.

Vantagens

As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
diminuir em 50% as taxas de cesárea
diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
diminuir em 60% os pedidos de anestesia
diminuir em 40% o uso da oxitocina
diminuir em 40% o uso de forceps.

Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.

            Fonte:http://www.doulas.com/

quarta-feira, 2 de março de 2011

Aromaterapia

Postado por Livia de Mello Munhós às 11:54 0 comentários

É a terapia do olfato, um tratamento natural que utiliza as propriedades curativas presentes nas moléculas químicas dos Óleos Essenciais, responsáveis por produzirem o perfume das plantas aromáticas.

Usada no dia a dia, é uma forma agradável de manter a saúde e beleza do seu corpo, proporcionando bem estar familiar e profissional. Transforma os pequenos rituais diários de cuidados com o corpo em momentos de prazer e relaxamento, colocando todo o encanto da Natureza em sua companhia.

Tem servido como um importante apoio a tratamentos tradicionais de saúde e na cosmetologia, por sua eficácia e facilidade de utilização.

A Aromaterapia é usada popularmente na Europa há mais de 80 anos. É também praticada por médicos, enfermeiros e outros profissionais da área da saúde para o tratamento de disfunções orgânicas.

Óleos Essenciais

São substâncias orgânicas e naturais, a Essência Viva responsável pelo perfume das plantas aromáticas. Podem ser obtidos através da destilação a vapor d’água de certas partes da planta, tais como: flores (lavanda, ylang-ylang), frutos (anis estrelado, may shang), folhas (patchouli, cedro atlas), folhas e flores (manjerona, alecrim), raízes (vetiver), bulbo e rizoma (gengibre), madeira (sândalo, pau rosa, cedro virgínia). Também podem ser obtidos por pressão a frio da casca (frutos cítricos: laranja, limão, bergamota, tangerina).
Os vegetais aromáticos produzem pequenas quantidades de óleos essenciais nas células secretoras a partir dos açúcares advindos do processo de fotossíntese. A medida que as células secretoras vão produzindo o OE, esse vai sendo acumulado. Em seguida, esse óleo é armazenado em minúsculas gotas entre as células de várias partes do vegetal. No processo de destilação as glândulas secretoras são esvaziadas, murchando, sem serem destruídas.

A quantidade de óleo essencial que algumas plantas produzem é às vezes  ínfimo, isso explica o fato de alguns óleos essências possuírem preços elevados. Algumas vezes são necessário até 1.000Kg de planta aromática para se obter 1 litro de óleo essencial.
Os Óleos Essenciais são voláteis e altamente concentrados, e apesar de serem chamados de óleos, não apresentam nenhuma substância gordurosa. São compostos por moléculas químicas orgânicas responsáveis pela ação anti-séptica, antimicrobiana, relaxante, estimulante, etc...

Podem ser usados em combinação com a massagem, fricção, inalação, compressas, aromatização, assepsia ambiental, cosmética e banhos.
Sempre que usado de forma correta, os óleos essenciais podem ser aplicados com segurança à família, à amigos, no cuidado com a beleza, no melhoramento da saúde e bem estar. No trabalho, é uma ferramenta valiosa para o relaxamento e alívio do stress.


Qualidade


Para que possamos usufruir plenamente dos benefícios trazidos pela prática da Aromaterapia, é de suma importância que saibamos diferenciar um óleo essencial de uma essência sintética.

Óleo essencial é um produto 100% natural extraído de plantas aromáticas.
As essências - nome comercial dado às substâncias aromáticas sintetizadas quimicamente - são em sua maioria retificadas, fracionadas ou ainda, podem chegar ao estado de isolamento, onde frequentemente algumas moléculas são substituídas por outra de natureza idêntica, porém, mais barata. Não são facilmente absorvidas pelo corpo - o que pode acarretar efeitos colaterais - e não trazem nenhum efeito terapêutico. As essências, única e exclusivamente, perfumam ambientes, à baixo custo.

Uma das formas mais comuns de adulteração de óleos essenciais consiste em misturar grandes porcentagens de óleos essenciais mais baratos a pequenas frações de óleos essenciais de maior valor que tenham aromas semelhantes. Ex.: o OE de rosa, por necessitar de grandes volumes  de material para se extrair uma pequena quantidade, torna-se caro. Por essa razão é comum ser comercializado adicionado de OE de gerânio e de palmarosa, na proporção de 1ml de OE de rosa, 5ml de OE de gerânio e 4ml de palmarosa.
Isso resultará num produto mais barato, mas não proporcionará os reais benefícios dos óleos essenciais puros usados na Aromaterapia.

Síndrome do Túnel do Carpo

Postado por Livia de Mello Munhós às 09:48 0 comentários
A Síndrome do Túnel do Carpo (STC) é a neuropatia periférica mais comum. Os ossos do carpo formam o assoalho e as paredes do túnel; o rígido retináculo flexor insere-se nos ossos do trapézio e do escafóide afim de formar o teto rígido. Pelo túnel rígido passam 8 tendões  flexores, cobertos por uma bainha comum, bem como o tendão do flexor longo do polegar coberto pela sua própria bainha. O nervo mediano encontra-se imediatamente na superfície dorsal ao retináculo flexor. Diabetes melitus, disfunção da tiróide, gravidez, artrite reumatóide e outras condições clínicas predispõe ao desenvolvimento de STC.


Apresentação Clínica

Os pacientes costumam apresentar-se com dor e/ou dormência que irradiam do punho aos 3 primeiros dedos e ao lado radial do quarto dedo. Não é incomum que se queixem de dor ou dormência na mão inteira. Os pacientes podem relatar que despertam a noite com aumento dos sintomas, agitando a mão para "acordá-la" e fazer o sangue circular melhor. Os sintomas podem ser exacerbados como atividades do dia-a-dia e digitação.


A medida que a síndrome progride, os sintomas tendem a piorar e  ficarem mais constantes. Observa-se fraqueza nas mãos e dificuldade de realizar atividade rotineiras como abrir potes, abotoar camisas e relatar que deixam os objetos cair.


Exame Físico


Os três testes clássicos para STC são o sinal do Tinel, o teste de Phalen, e o teste de Compressão Carpal. Um sinal de Tinel positivo ocorre quando a percussão repetida sobre o nervo mediano , ao passar pelo túnel do carpo, produz sintomas na distribuição do nervo mediano. No teste de Phalen o paciente coloca ambos os punhos em flexão completa, e justapõe o aspecto dorsal das mãos, uma contra a outra. Se os sintomas forem reproduzidos em 1 minuto o teste será positivo para STC. Se o paciente já tiver diagnosticado a STC o sintomas aparecerão entre 10 e 20 segundos. No teste de Compressão Carpal, o examinador aplica uma pressão fixa e firme sobre o túnel do carpo. Se os sintomas forem reproduzidos em 30 segundos, o teste é indicativo para STC.


Os pacientes podem relatar dormência com a palpação leve sobre a distribuição do nervo. Em casos mais graves os pacientes podem apresentar atrofia da eminência tenar ou fraqueza.


Estudos Diagnósticos

A eletromiografia/ velocidade de  condução nervosa (EMG/VCN) é o exame de escolha para distinguir a STC das demais patologias como radiculite cervical e neuropatia ulnar, como também pode determinar agravidade da doença. Via de regra os sintomas se correlacionam com a quantidade da lesão nervosa. Por vezes, no entanto, um paciente com sintomas moderados, ou até mesmo leves, pode apresentar lesão significativa  no teste de EMG. Uma vez que os nervos motores estajam significativamente danificados, a força pode levar muito tempo para voltar ao normal, como muitas vezes pode nem voltar.

Tratamento

Em casos leves é necessário que se use uma tala para repouso a noite, a fim de mantê-lo posição neutra. Enquanto dormem, as pessoas costumam flexionar o punho comprimindo ainda mais o nervo no túnel.

Um período curto de administração de fármacos anti-inflamatórios também pode ser útil. Algumas seções de Fisioterapia e Quiropraxia são eficazes na fase inicial da doença, pois estes fortalece o tenção e diminui o atrito entre as articulações do punho e até mesmo do próprio nervo com o túnel. Na fase aguda deve-se utilizar gelo para diminuição da inflamação, sendo necessário fazer uma avaliação ergonômica no ambiente de trabalho para evitar tensões e movimentos repetitivos.

Se os sintomas continuarem com os tratamentos acima citados, a infiltração no local será necessária. Caso isso não ocorra a intervenção cirúrgica será a melhor solução.

Caso uma gestante desenvolva STC, os sintomas podem solucionar-se espontaneamente depois da gestação.

Fonte: Manual de Medicina Musculoesquelética

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sinais e Sintomas de que sua Coluna está com Problemas

Postado por Livia de Mello Munhós às 11:14 0 comentários
Neste momento você deve estar sentado, lendo esta postagem e pensando que não há nada de errado com a sua coluna vertebral, apenas alguns desconfortos que fazem parte de seu dia-a-dia.  Se você pensa desse jeito, então estás redondamente enganado! Ao contrário disso, nossa coluna e outras articulações sofrem pequenos desalinhamentos (na Quiropraxia conhecido como Subluxação), que no primeiro momento apresenta-se assintomático, mas com o passar do tempo podem levar a sérios problemas. Se você ficou com alguma dúvida sobre esse assunto procure um quiropraxista capacitado e habilitado para resolver isso!

Logo abaixo você verá uma lista de problemas que são causados por subluxações vertebrais que muitas vezes nem percebemos. Se algum desses sinais estiverem presente, fique atento, pois esta situação poderá desencadear em algum problema mais sério.

FIQUE ESPERTO AOS SEGUINTES  SINAIS

  • Você se sente freqüentemente cansado?  O desequilíbrio na coluna consome sua energia
  • Você não consegue manter a sua concentração? As subluxações e a dor afetam a sua atenção
  • Você tem dificuldade de respirar profundamente? Um desvio em sua coluna torácica pode interferir em suas costelas durante a inspiração profunda
  • Seus sapatos gastam desigualmente?  Seu quadril (bacia) pode estar em desequilíbrio fazendo que suas pernas fiquem uma mais curta que a outra.
  • Sua mandíbula estala? Pode estar ocorrendo uma subluxação no pescoço ou na articulação temporomandibular (ATM).
  • Você sente vontade de estalar com frequência os pescoço e o resto da coluna? Áreas como estas podem estar bloqueadas e necessitando ser liberadas. O estresse também faz com que você sinta a necessidade de estalar as articulações.
  • Você não consegue virar a cabeça ou o quadril para ambos os lados facilmente ou de maneira igual? Isso é resultado de uma redução da amplitude de movimento causada certamente por uma subluxação.
  • Você tem baixa resistência para infecções? Subluxações afetam seu sistema neuroendócrino, suas resistência à doenças e sua habilidade de combater infecções.
  • Seus pés doem quando você caminha? Olhe para eles enquanto caminha. Eles apontam para diante ou um pé parece apontar para dentro ou para fora? Ou ambos? Queimação ou dores nos pés podem indicar problemas na região lombar ou quadris.
  • Uma perna parece mais curta que a outra? Mantenha seus sapatos calçados, e se deite de barriga para baixo. Peça para alguém olhar para seus pés e, com suavidade, empurrar seus saltos em direção à sua cabeça. Compare a distância entre os saltos dos sapatos. Uma perna pode parecer menor que a outra. Isto é sinal de que você tem subluxações presentes em sua coluna vertebral.
  • Você tem má postura? Suba em duas balanças de banheiro. A distribuição de peso deve ser aproximadamente a mesma em cada lado. Se não for, pode ser uma indicação de que sua coluna e seu quadril estão fora do centro.
  • Você tem enxaquecas, dores nas costas ou no pescoço? Sinal mais comum de subluxações.
  • Você sente constante tensão, especialmente nos músculos e articulações? Os músculos são afetados pelas subluxações
  • Você sente rigidez em suas costas e pescoço? Rigidez articular pode ser um sinal de dano devido a subluxações.
  • De uma maneira geral, você não se sente saudável? As subluxações afetam sua saúde de maneira global.



VOCÊ PODE TER UMA SUBLUXAÇÃO BLOQUEANDO O FLUXO DE INFORMAÇÕES QUE TRAFEGA POR SEU SISTEMA NERVOSO E ISTO, EM ÚLTIMA INSTÂNCIA, IMPEDE SEU ORGANISMO DE MANIFESTAR A MÁXIMA SAÚDE. POR ISSO SE VOCÊ RESPONDEU "SIM" PARA MAIS DE UMA PERGUNTA ACIMA, PROCURE UM QUIROPRAXISTA!
 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Distensão Cervical

Postado por Livia de Mello Munhós às 12:51 0 comentários
Quem nunca acordou pela manhã com uma dor terrível no pescoço de não conseguir virá-lo para "dar oi" ou até mesmo dar uma "viradinha rápida" e não conseguir mais mexer a cabeça? Pois é, bem vindos ao clube..., pois você teve uma distensão cervical ou mais popularmente chamado de "torcicolo".


Os músculos e os tendões do pescoço podem sofrer estiramento por uso excessivo, crônico e repetitivo, com postura inadequada e tensão, bem como por lesões agudas.As definições médicas neste aspecto são difusas. Em algumas literaturas, o diagnóstico de "distensão cervical" é reservado a condições agudas provenientes de traumas relativamente menores, como por exemplo, dormir errado sobre o pescoço, virar-se de mau jeito para o lado. Enquanto isso o diagnóstico para "dor miofascial cervical", são para lesões crônicas de uso excessivo. Tal distinção é importante, pois os mecanismos de lesão diferentes, como também a história natural e o tratamento. Do mesmo modo, dores no pescoço após traumas significativos, como acidentes com veículos automotivos (lesão em chicote), também são categorias diferentes de lesões.


APRESENTAÇÃO CLÍNICA

O paciente primeiramente apresenta queixas de ter "dormido mal sobre o travesseiro" ou ter voltado a cabeça com rapidez pra cima e ter sentindo uma dor aguda no pescoço. Para a maioria dos pacientes, a dor não particularmente intensa, mas a amplitude de movimento cervical torna-se restrita em virtude da dor. A maioria dos pacientes esperam alguns dias para procurar o médico. A dor encontra-se localiza-se e não irradia para os braços. Além disso não há queixa de dormência, formigamento ou fraqueza dos membros. Se algum desses sintomas estiverem presentes pode-se suspeitam de outro problema que não seja uma simples distensão muscular.

EXAME FÍSICO


Os achados mais comuns no exame físico são dor focal, sensibilidade, defesa e diminuição da amplitude de movimento do pescoço. Neurologicamente (em relação a força, sensibilidade e reflexos), o paciente está intacto. Se fizer com que o paciente se deite e apoie o pescoço com suas mãos (eliminando a gravidade), você poderá ser capaz de mover o pescoço dele, de forma passiva em uma amplitude de movimento maior


EXAMES DIAGNÓSTICOS


Em geral, não há necessidade de algum tipo de exames para distensão muscular, há não ser que outra patologia esteja sendo suspeitada.


TRATAMENTO


O tratamento começa pela compreensão do mecanismo da lesão. A distensão cervical, é em suma, uma tração muscular no pescoço. Uma vez que este está lesionado, o paciente pára de usá-lo e torna-se rígido. O tratamento é direcionado a inflamação e a rigidez do músculo, além de buscar o aumento suave da amplitude de movimento do pescoço.


Gelo ou calor são muitas vezes efetivos na redução alternada da inflamação e da rigidez muscular. Os pacientes devem ser tranquilizados de que isso é uma condição normal e que se for feito um tratamento correto, o problema se resolverá em algumas semanas ou ate mesmo em dias.


Algumas seções de Quiropraxia tem mostrados resultados fantásticos para problemas cervicais, principalmente no caso de distensão. O ajuste vertebral traz uma maior mobilidade do pescoço, diminuindo a rigidez muscular e consequentemente o processo infllamatório. Durante a seção pode ser feito uma tração cervical junto com um relaxamento da musculatura para trazer um alívio mais rápido dos sintomas.


Em casos de dores mais fortes, pode-se também interferir o tratamento com medicamentos anti-inflamatórios e relaxantes musculares. Depois disso se a os sinais e sintomas persistirem, o mais aconselhável é procurar ajuda médica pois deve-se suspeitar de outro diagnóstico.


Fonte: Manual de Medicna Musculoesquelética

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Câncer de Pele

Postado por Livia de Mello Munhós às 10:19 0 comentários

O verão está chegando e junto com ele vem alguns cuidados especiais que devemos tomar nesta época do ano. Os índices de câncer de pele são alarmantes, principalmente na região sul, onde a população é de pele mais clara e por seu litoral ser mais extenso. Segue agora alguns cuidados básicos para enfrentarmos o verão com saúde.

O câncer  de pele é um tumor formado por células da pele que sofreram uma transformação e multiplicaram-se de maneira desordenada e anormal, dando origem a um novo tecido (neoplasia) Pode ter várias causas, como queimaduras solares repetidas ao longo dos anos.
O câncer de pele normalmente se desenvolve na ediderme (camada mais externa da pele), sendo, na maioria das vezes , bem visível, o que faz com que seja detectado em seu estágio inicial.

FORMAS MAIS COMUNS DE CÂNCER DE PELE:

Carcinoma basocelular: mais frequente e menos agressiva, cresce lentamente até formar uma ferida de difícil cicatrização.

Carcinoma espinocelular: mais agressivo que o anterior, cresce mais rápido e forma feridas precocemente. Os carcinomas provocam grandes deformações, mas não levam a morte.

Melanoma: tipo mais grave e menos frequente de câncer de pele. Se não for tratado no início, pode levar a morte pois pode causar metástase (células deformadas que irradiam no sistema linfático e provocam tumores em outros órgãos). Em média, 69% das pessoas que desenvolvem o melanoma são curadas.

CAUSAS DO CÂNCER DE PELE

A exposição exagerada ao sol é uma das causas, mas não é a única. O câncer de pele também é provocado por fatores genéticos e ambientais, como a destruição da camada de ozônio.

Radiação solar:

A radição UV faz parte da luz solar que atinge a Terra. Ao atingir nossa pele, os raios UV penetram profundamente e desencadeiam reações imediatas, como as queimaduras solares, as fotoalergias e o bronzeamento. Provocam também reações tardias, devido ao efeito acumulativo da radiação durante  a vida, como o envelhecimento cutâneo e as alterações celulares, através de mutações genéticas causando o câncer de pele.

Camada de ozônio:

Ela protege o planeta dos raios solares , porém em muitos lugares, está reduzida devido a emissão de gases e poluentes, o que faz com que os raios solares atinjam nossa pele com mais intensidade.

PREVENÇÃO DO CÂNCER DE PELE:

O uso do filtro solar é a melhor forma de proteção e prevenção contra os raios solares e o câncer de pele. O filtro solar age protegendo e evitando os danos causados pela radiação solar. Ele deve ser aplicado generosamente de 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicação a cada 2 horas. Se o filtro utilizado permitir que a pele fique vermelha após a exposição ao sol, é sinal de que a proteção não está sendo eficaz.

Como devo escolher o FPS do meu filtro solar?

FPS significa fator de proteção solar. Todo filtro solar tem um número que determina seu FPS, que pode variar de 2 a 60. O fator mínimo para a sua proteção adequada é 15. A recomendação é usar sempre um filtro solar de fator igual ou maior que 25.

Cuidados e proteção:

Atenção para alguns cuidados que podem fazer a diferença na prevenção do câncer de pele:
  • Não é recomendável a exposição ao sol entre 10h e 16h;
  • Áreas sensíveis como rosto, lábios, couro cabeludo e mãos, necessitam de proteção diária, pois são partes que ficam permanentemente expostas;
  • Não reserve o uso de filtros solares apenas para os dias de verão. Mesmo em dias nublados, 80% dos raios ultravioletas ultrapassam as nuvens.

                                                                                           Fonte: www.dermatologia.com
                                                                                                                                                                  Dicas Farmacêuticas Panvel
                                                                                                                                                                  

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Osteoartrite do Joelho

Postado por Livia de Mello Munhós às 09:39 0 comentários
A Osteoartrite do joelho (OA) é uma causa muito comum de dor nesta articulação em pacientes acima dos 55 anos. Obesidade, história de lesão no joelho, fraqueza no músculo quadríceps e atividades de alto impacto aumentam a probabilidade do desenvolvimento desta patologia.


Apresentação Clínica


O lado medial ou os lados anterior e medial do joelho podem ficar doloridos, mas entretanto, a articulação toda pode ficar dolorida. Em geral a dor carcteriza-se por ser incômoda e contínua. Inicialmente ela está presente em atividade como descer e subir escadas (principalmente ao descer).


A medida que a doença progride, a dor torna-se presente em atividades menos vigorosas, como caminhar por longas distâncias. O joelho também se torna rígido e o paciente pode notar inchaço, relatando que o mesmo leva "algum tempo para aquecer", depois de posicionar-se de pé e caminhar ou depois de levantar pela manhã. Á medida que o paciente caminha, o joelho é aquecido e o paciente sente alívio da rigidez. Depois de permanecer sentado muito muito tempo, pode haver uma sensação de bloqueio e falseio no joelho.


Quando a doença começa a se tornar mais grave, a dor pode ser continua e apresentar-se a noite, levando a pessoa a acordar durante o sono.


Exame Físico


Paciente pode apresentar marcha antálgica, com favorecimento do lado assintomático. Um derrame leve pode estar presente, embora o calor e o inchaço devam levantar suspeita de sepsia. A creptaçã (estalos) pode ser notada em movimentos de flexão e extensão da articulação. Entretanto, não costuma existir um ponto doloroso que reproduza os sintomas no paciente. A comparação ao lado contrário ao afetado pode reproduzir atrofia de quadríceps.


O exame de imagem como raio-x é suficiente para diagnosticar a OA de joelho. Nele, apresenta-se um estreitamento assimétrico do espaço articular, osteófitos (bicos de papagaio), cistos subcondrais, entre outros.


Tratamento


Em casos mais leves a moderados, a fisioterapia ainda é o mais indicado, principalmente para fortalecer a musculatura do quadríceps e melhorar a biomecânica da marcha.


Em suma, o paciente precisa manter-se ativo. Uma vez que o joelho esteja dolorido a tendência é não forçá-lo. Entretanto na OA, a cartilagem é degradada. Para que haja continuidade ao processo de nutrição a cartilagem restante, a carga e o movimento são essenciais. Se o paciente não utilizar a extremidade dolorida, a cartilagem poderá sofrer rápida erosão e será muito difícil interromper o processo de maneira não-cirúrgica. Naturalmente não deve-se forçar o joelho quando estiver com dor, mas deve-se então procurar um equilíbrio saudável.


Fármacos anti-inflamatórios não esteróides podem ser efetivos no alivio da dor.


Suplementação oral com sulfato de glicosamina e condroetina podem ser útil, embora sejam necessárias mais pesquisas para que se façam recomendações definitivas.Uma das vantagens desse medicamento, é que eles não apresentam tantos eleitos colaterais quanto os anti-inflamatórios.


A infiltração intra-articular de esteróide e anestésico também é bastante eficaz. Esse tipo de tratamento oferece geralmente alivio de 4 a 12 meses, podendo ser repetida até 3 vezes por ano quando necessário. A medida que a doença progride as injeções de esteróides se tornam menos eficazes.


A quiropraxia não atua diretamente na OA, mas melhora a desigualdade do comprimento dos membros inferiores que  aumentam o risco de artrose. Neste caso, um alinhamento da coluna, mais especificamente no quadril, faz com que a marcha do portador de artrose fique melhor.Contudo, muitos pacientes começam a queixar-se de dor em outras regiões do corpo como coluna lombar, cervical e até mesmo no joelho oposto como forma de compensação da dor. Desta forma, o tratamento quiroprático é muito eficaz no alivio e prevenção de dores músculo-esqueléticas causadas pela OA.


Em casos mais sérios de encurtamento de membros inferiores causado por algum trauma, processo cirúrgico ou problema congênito o mais indicado é o uso de palmilhas ortopédicas para diminuir a diferença das pernas e a sobrecarga dos joelhos.


Quando as medidas conservadoras falham, existem diversas opções cirúrgicas disponíveis incluindo a artroscopia. O tratamento cirúrgico mais comum e efetivo é a artroscopia total de joelho (prótese). Nesses casos o paciente consegue voltar a ter uma qualidade de vida bem melhor do que antes.

                                                                    

domingo, 24 de outubro de 2010

Hérnia de Disco

Postado por Livia de Mello Munhós às 14:29 0 comentários



Antes de começar a falar em hérnia de disco vou dar uma breve explicação de como funciona a coluna vertebral.

Nossa coluna é composta por um conjunto de ossos sobrepostos chamados de vértebras. Superiormente se articula com o osso occipito (crânio) e inferiormente com o do quadril (bacia). Nossa coluna é dividida em 4 regiões: cervical (7 vértebras), torácica (12 vértebras), lombar (5 vértebras), sacro-coccígea (5 vértebras sacrais e 4 coccígeas, que a partir dos 18 anos começam a fusionar-se (figura1). Entre as vértebras existem os amortecedores do nosso corpo que são os discos intervertebrais. Estes são formados por um núcleo pulposo e ânulos fibrosos.

Figura 1


A hérnia de disco surge, como consequência de diversos pequenos traumas ou um trauma severo sobre a coluna. Com o passar do tempo, as estruturas do disco intervertebral vão sendo lesadas, chegando ao ponto do núcleo pulposo migrar de seu local, do centro do disco para a periferia, em direção ao canal medular ou nos espaços de onde saem as raízes nervosas, levando a compressão dessas estruturas (figura 2). A hérnia de disco pode acometer vértebras cervicais, lombares e raramente torácicas.

Figura 2


O portador desta patologia, de inicio poderá sentir apenas desconfortos nas regiões afetadas. Se não tratado logo, aos poucos poderá ter dificuldade ao levantar de uma cadeira por exemplo, caminhar, espirrar, tossir. A dor então, passa de localizada para irradiada, onde o paciente começa a sentir formigamento em mão e/ou pés, muitas vezes perdendo a força dos membros. Dependendo da raiz nervosa envolvida a dor será irradiada para uma área específica do membro. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 5,4 milhões de pessoas sofrem deste mal.

O exame mais completo para se diagnosticar uma hérnia de disco é a Ressonância Nuclear Magnética. Partindo disto, se o paciente não apresentar-se em um estágio mais avançado, pode ser feito tratamentos conservadores para amenizar a dor e outros sintomas. Fisioterapia, acumpuntura, hidroterapia, analgésicos e até mesmo infiltração do local são algumas alternativas antes de qualquer procedimento cirúrgico. A Quiropraxia vem apresentado excelentes resultados em pacientes com lesões discais. O ajuste articular realizado pelo quiropraxista faz com que a região comprometida tenha mais mobilidade, diminuindo a compressão nervosa, consequentemente diminuindo a dor e a inflamação que a própria hérnia causa no local. Não há contra-indicações para se fazer este tipo de tratamento em portadores de hérnias cervicais e lombares. Vale também lembrar que, além de tratar a causa da dor, a quiropraxia também estará prevenindo que a lesão aumente ainda mais.

O processo de degeneração discal divide-se em 4 fases:

1º fase- Abaulamento discal: esta é a etapa inicial da doença. O disco intervertebral apresenta-se em início de envelhecimento e seu ânulo fibroso apresentam fissuras que levam o disco a forma de arco. Podemos compará-lo com uma câmara de pneu velho que vai perdendo seu formato. Nesta fase o tratamento é mais rápido e fácil, tendo quase que 90% de chances de sucesso na remissão da dor.

2º fase - Protrusão discal: nesta fase o abaulamento é maior podendo atingir algumas raízes nervosas, medula e saco dural. A doença já esta numa fase mais avançada e possivelmente já degeneração discal.

3º fase- Extrução discal: esta fase é mais conhecida por todos - Hérnia de disco. Nesta fase o núcleo pulposo e o anel fibroso já estão em grande estado de degeneração. As estruturas nervosas estão comprometidas pelo estreitamento dos canais aonde passam os nervos, medular e saco dural.


4° fase - Sequestro ou fragmento: esta é a parte mais rara da doença. Consiste da ruptura de todos os ânulos fibrosos e parte do disco que se encontrava extrusa se separa do resto do disco, parte do material fica dentro do canal medular. A compressão provoca inflamação importante e compressão contínua, onde o indivíduo apresenta posição antálgica, inclinando a coluna vertebral. Neste caso o procedimento cirúrgico é o mais indicado.



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Dor de cabeça

Postado por Livia de Mello Munhós às 10:30 0 comentários
Você tem dores de cabeça com frequência, ou pelo menos já teve algum episódio na sua vida? Se não teve, aguarde, pois com certeza você ainda terá. Pesquisas mostram que entre 70% e 95% dos seres humanos registrarão algum episódio de dores de cabeça na vida, sendo que as mulheres tem muito mais propensão devido ao estresse e as oscilações hormonais.É importante saber diferenciar o tipo de dor de cabeça e as causas para que o tratamento seja mais eficaz.

TIPOS DE DORES DE CABEÇA

           Cefaléia Tensional: é a mais comum. Causada pela falta de sono, estresse cansaço ou por algum acidente na musculatura do pescoço, ombros, couro cabeludo e até na face. É o tipo de dor de cabeça mais comum que existe, mas não tão intensa e incapacitante, por isso seus portadores, mesmo crônicos, não procuram muito ajuda médica como fazem os que sofre de enxaqueca e cefaléia em salva. As crises ocorrem não mais que duas vezes por semana dependendo de cada caso. Alguns estudos sugerem que estas dores, quando em caráter crônico, são decorrentes de desordens bioquímicas do cérebro, afetando o sistema analgésico do mesmo. Existem dois tipos de cefaléia tensional: as episódicas e as crônicas.

As dores de cabeça tensionais episódicas são mais comuns, moderadas e não incapacitam o paciente. Porém podem ocorrer episódios mais frequentes e incômodos por mais de 15 dias ao mês, se caracterizando em crônicas.

A dor de cabeça tensional episódica ocorre em 87% da população, sendo que a tensional crônica é menos frequente, acometendo apenas 3%.

As dores de cabeça tipo tensional caracteriza-se da seguinte forma:

* dor em peso,
* pressão ou aperto em volta da cabeça; 
* intensidade leve a moderada, nao impedindo as atividade rotineiras do dia-a-dia; 
* dor localizada na testa ou topo da cabeça; 
* na maioria dos casos não há sintomas associados, mas alguns pacientes se queixam de intolerância a luz e a ruídos.



          Cefaléia em salva: não tão comum como as dores de cabeça descritas acima, esta se caracteriza por ser a de mais forte intensidade, em que a sensação de dor assemelha-se a "facadas". Algumas pessoas sofrem desta dor e muitas vezes conseguem até mesmo prever o horário da próxima crise. Segundo especialistas, as causas dessa dor ainda são desconhecidas, mas o que tudo indica é que há uma importante disfunção no hipotálamo (região cerebral) que faz com que esse tipo de dor ocorra.  Sabe-se também que ocorrem edemas e tortuosidades na parede da carótida interna em um de seus trajetos dentro do crânio no momento da crise. O analgésico não só não faz o efeito esperado, como cria uma espécie de efeito rebote, acostumando o cérebro a não produzir mais endorfinas (analgésico natural que o próprio corpo produz), aumentando cada vez mais as crises de dor.  Os principais sintomas deste tipo de dor de cabeça são: 

* dor de um só lado e sempre no mesmo lado da cabeça, em volta do olho, mas também podendo ser na fronte, têmporas e até na face; 
* intensidade muito elevada e com caráter latejante; 
* duração de 15 minutos a 3 horas, podendo aparecer em dias seguidos e/ou alternados; 
* podem ocorrer crises de 1 até 8 vezes ao dias, fazendo com que o indivíduo acorde no meio da noite; 
* pode ocorrer vermelhidão no olho e lacrimejamento e entupimento nasal no mesmo lado da dor; 
* as vezes a dor evolui para ausência de remissões ou períodos sem dor, ou já começa sendo permanente o que se constitui na modalidade CRÔNICA de dor de cabeça em salvas.



          Enxaqueca: assim como a cefaléia tensional episódica, é considerada uma dor de cabeça primária porque não causa alterações estruturais no cérebro não deixando sequelas. As mulheres são as mais afetadas por esse tipo de dor de cabeça de fundo genético. Piora com atividade física e com a movimentação da cabeça. As crises são conhecidas da seguinte forma:

* dor pulsátil ou latejante nas regiões da fronte e têmporas;
* dor se apresenta mais em um lado da cabeça, em 40% dos dos pacientes nos dois lados;
* intensidade de moderada a severa;
* piora com o esforço;
* duram de 4 a 72 horas quando não são tratadas de inicio;

São associadas a pelo menos dois dos sintomas abaixo:

* enjôos e vômitos;
* intolerância a claridade e a ruídos.

Algumas horas antes da crise de enxaqueca, alguns pacientes pode apresentar dormência ou perda da força muscular de um lado ou parte do corpo, ocorrendo perda parcial ou total do campo de visão, o que chamamos de AURA.



Outros tipos de dores de cabeça que as vezes não se encaixam nos citados acima:

Dores secundárias:
Dor de cabeça pode ser sintoma de alguma doença grave como tumores e meningite. Neste caso deve-se procurar imediatamente um médico.

Dor causada por problemas de visão:
Caracteriza-se porum peso na região dos olhos e piora no final do dia.

Dor causada pela inflamação do trigêmio:
Umas das dores causadas por essa inflamação é a cefaléia em salvas, que atinge mais os homens. uma de suas caracteristicas é aumentar com o repouso, o que faz com que a pessoa se agite mais com a dor.

Dor por hipertensão:
Semelhante com a cefaléia tensional, localiza-se mais na nuca e deve-se tomar cuidado com acidentes vasculares cerebrais (derrames).


                          Fonte: http://www.terrasaúde.com.br/

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Manual de Conservar Caminhos

Postado por Livia de Mello Munhós às 10:03 0 comentários


1º - O CAMINHO COMEÇA EM UMA ENCRUZILHADA: Ali você pode parar e pensar em que direção seguir. Mas não fique muito tempo pensando, ou jamais sairá do lugar. Faça a clássica pergunta: qual destes caminhos tem um coração? Reflita bastante sobre as escolhas que estão adiante, mas uma vez dado o primeiro passo, esqueça definitivamente a encruzilhada, ou sempre ficará sendo torturado pela inútil pergunta: " Será que escolhi o caminho certo?". Se você escutou seu coração antes de fazer o primeiro movimento, você escolheu o caminho certo.

2º - O CAMINHO NÃO DURA PARA SEMPRE: É uma bênção percorrê-lo durante algum tempo, mas um dia ele irá terminar, portanto esteja sempre pronto para despedir-se a qualquer momento. Por mais que você fique deslumbrado por certas paisagens, ou assustado com algumas partes onde é necessário muito esforço  para seguir adiante, não se apegue a nada. Nem às horas de euforia nem os intermináveis dias onde tudo parece difícil, e o progresso é lento. Cedo ou tarde um anjo virá, e sua jornada chega ao final, não esqueça.

3º - HONRE SEU CAMINHO: Foi sua escolha, sua decisão, e na medida que você respeita o chão onde pisa, também este chão passa a respeitar seus pés. Faça sempre o que for melhor para conservar a manter seu caminho, ele fará o mesmo por você.

4º - ESTEJA BEM EQUIPADO: Leve um ancinho, uma pá, um canivete. Entenda que para as folhas secas os canivetes são inúteis, e para as ervas muito enraizadas os ancinhos inúteis. Saiba sempre que ferramenta utilizar a cada momento. E cuide delas, porque são suas maiores aliadas.

5º - O CAMINHO VAI PARA FRENTE E PARA TRÁS: Às vezes é preciso voltar porque foi perdido algo, ou uma mensagem que devia ser entregue foi esquecida no seu bolso. Um caminho bem cuidado permite que você volte atrás sem grandes problemas.


6º - CUIDE DO CAMINHO, ANTES DE CUIDAR DO QUE ESTÁ A SUA VOLTA:  Atenção e concentração são fundamentais. Não se deixe distrair pelas folhas secas que estão nas margens, ou pela maneira como os outros estão cuidando dos seus caminhos. Use sua energia para cuidar e conservar o chão que acolhe seus passos.

7º - TENHA PACIÊNCIA: Às vezes é preciso repetir as mesmas tarefas, como arrancar ervas daninhas ou fechar buracos que surgiram depois de uma chuva inesperada. Não se aborreça com isso, faz parte da viagem. Mesmo cansado, mesmo com certas tarefas repetitivas, tenha paciência.

8º - OS CAMINHOS SE CRUZAM: As pessoas podem dizer como está o tempo. Escute os conselhos, tome suas próprias decisões. Só você é responsável pelo caminho que lhe foi confiado.

9º - A NATUREZA SEGUE SUAS PRÓPRIAS REGRAS: Desta maneira você tem que estar preparado para súbitas mudanças do outono, o gelo escorregadio do inverno, as tentações das flores da primavera, a sede e as chuvas doo verão. Em cada uma dessas estações aproveite o que há de melhor, e não reclame de suas características.

10º - FAÇA DE SEU CAMINHO UM ESPELHO DE SI MESMO: Não se deixe, de maneira nenhuma, influenciar pela maneira de como os outros cuidam de seus caminhos. Você tem sua alma para escutar , e os pássaros para contar o que sua alma está dizendo. Que suas histórias sejam belas e agradem tudo o que está em sua volta. Sobretudo, que as histórias que sua alma conta durante a jornada sejam refletidas em cada segundo do percurso.

11º - AME SEU CAMINHO: Sem isso, nada faz sentindo.

                                                        
                                                                                                  Paulo Coelho

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Saúde no Trabalho

Postado por Livia de Mello Munhós às 09:03 0 comentários
Trabalhar sem DOR. Há alguns anos se você me perguntasse qual seria o maior sonho de um funcionário dentro de uma empresa eu poderia responder que seria a ascensão profissional. Hoje, observando meu dia a dia no consultório e nas empresas que dou suporte posso afirmar que a realização profissional esta em segundo plano. Atualmente o que os colaboradores mais almejam é realizar suas tarefas sem dor.




O mercado de trabalho está crescendo e a economia brasileira também, junto com isto as empresas estão ganhando seu destaque. Falo isso porque moro em um dos principais pólos industriais do Brasil, Caxias do Sul - RS. Por um lado isso é muito bom pois gera milhões de empregos. Por outro, o número de acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho (LER/DORT) crescem de forma assustadora.


Exige-se do colaborador mais rendimento, produção, hora extra. Mas tudo isso gera conseqüencias severas para sua saúde. O movimento repetitivo por um determinado tempo gera na musculatura esquelética um processo inflamatório, que se não tratado logo, gera uma tendinite, levando uma tenossinovite, agravando-se assim, cada vez mais o problema. Citei esse exemplo porque é o que mais encontro diariamente em minha prática clínica.

Temos que entender que o corpo humano é uma máquina, que assim como os demias equipamentos ele precisa de manutenção periódica para que não acabe " emperrando",dessa forma consequentemente o trabalho e o rendimento acabam sendo prejudicados .

O papel da Quiropraxia não é só apenas restaurar a função, aliviar a dor e fazer com que o colaborador volte o quanto antes ao seu posto. A Quiropraxia vai muito além disso, ela educa o paciente para ter uma melhor postura e hábitos no trabalho e também previne quanto ao estresse e a possíveis patologias que poderão surgir.


No Brasil ainda são poucas as empresas que possuem um profissional nesta área monitorando e dando assistência aos funcionários. Em Caxias do Sul, a VISATE, empresa de transporte urbano,  é um exemplo se tratando de qualidade de vida aos colaboradores. Nesta, projetos são realizados semanalmente para que o trabalho seja executado de forma prazeirosa.

A empresa que tem uma equipe multidisciplinar incluindo um quiropraxista só tem a sebeneficiar com tudo isso, pois contará com profissionais com menos dores, mais dispostos, reduzindo assim os custos com absenteísmo e processos trabalhistas e com tributos com a previdência.

Em 2009 entrou em vigor o Fator Acidentário de Prevenção, uma bonificação às empresas que investirem em segurança e qualidade de vida aos colaboradores. Quanto maiores os registros de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, maior será a alíquota de contribuição ao Seguro de Acidente de Trabalho.

Portanto colaborador, exija um trabalho mais prazeiroso, que de motivação e saúde. Exija um QUIROPRAXISTA  na sua empresa!


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sling: o conforto do seu bebê

Postado por Livia de Mello Munhós às 19:31 0 comentários
Celebridades como Madonna são adeptas do sling.

As mamães cangurus estão na moda! Está de volta ao mercado os antigos panos que nossas avós usavam para carregar seus filhotes, só que agora ao invés do nó, vem com duas argolas que formam uma fivela, e o nome, é claro, mais moderno, digno dos bebês de hoje: SLING

Toda mãe adora passar horas com seu filho recém-nascido no colo. Mas em algumas situações são impossíveis, pois tem a casa, cozinha, trabalho, sem falar nas dores na coluna... Este problema esta com os dias contados mamãe, pois o Sling veio para resolver isso.


A grande vantagem deste acessório é que as mãos permanecem sempre livres para a mãe fazer todos os seus serviços com a coluna ereta, a postura fica mais correta do que se estivesse carregando sem o acessório pois o peso da criança é distribuido entre os ombros e as costas. O pimpolho fica muito bem acomodado, pois a coluninha dele fica na posição natural, sem pressionar ponto algum  e preservando as articulações do quadril que ainda estão em formação.


Os entendidos deste método dizem que além da praticidade, o sling é muito importante no relacionamento entre mãe e filho. O aconchego do pano, o calor entre os dois, os batimentos cardíacos e a respiração faz com que o bebê se sinta no útero materno. Isso é fundamental para os primeiros meses de vida da criança.


Antes de adquirir esta peça é preciso observar alguns detalhes. Os dois modelos mais comuns no Brasil são o costurado e o preso com argolas. O tecido deve ser resistente, de algodão, com costuras firmes e argolas de inóx ou naylon. O fundo da bolsa, onde fica a criança, deve ser quatro dedos abaixo do umbigo da mãe para garantir o conforto e segurança. Se for bem fabricado e usado o acessório pode suportar até 20kg.

Diferentes formas de usar o sling



Quiropraxia na gravidez

Postado por Livia de Mello Munhós às 12:53 0 comentários




Quiropraxia na gravidez? Isso mesmo futura mamãe! Você acaba de conhecer mais um método fantástico para aliviar as dores durante a gestação e ao mesmo tempo proporcionar bem estar ao seu bebê.

A gestação é um período onde acontecem muitas alegrias na vida de uma mulher, mas ao mesmo tempo ela vem acompanhada de dores e desconfortos. As mudanças estruturais e hormonais fazem com que a coluna vertebral da gestante sofra modificações comprometendo assim nervos, ligamentos, tecidos e músculos.
O quadril começa a mudar de posição, as vértebras lombares sobrecarregam-se com o passar das semanas e a caixa torácica expande, tudo isso para dar um bom conforto ao bebê!

Mas, com  isso as dores, os enjôos, os formigamentos nos membros  começam a aparecer. Muitas pessoas acham que esses sintomas são normais na gravidez, mas não deveriam ser. Nosso corpo é perfeito, e foi feito para compensar e se adaptar as mudanças ocorridas na gestação. É neste contexto que entra o trabalho do quiropraxista nas futuras mamães!

O tratamento quiroprático mantém a coluna vertebral, a bacia, as costelas, os músculos e outras estruturas em um equilíbrio total. As articulações ficam com maior mobilidade e livre de compressão nervosa.

Além das dores nas costas, a quiropraxia é eficaz na redução do trabalho de parto e a dor na hora do parto, onde os músculos abdominais e do útero estão equilibrados, a bacia esta alinhada e a coluna livre de subluxações vertebrais (interferências). O tratamento quiroprático também ajuda a mamãe que quer ter parto natural, pois através de manobras 100%  seguras, faz com que aos poucos o bebê fique na posição correta para o parto.

A Quiropraxia auxilia também aos riscos de injúrias ao bebê. Se a mãe estiver com a pelve totalmente corrigida e alinhada, o bebê não sofrerá traumas excessivos na hora do parto e nem mesmo o uso de fórceps.

Muitas gestantes ainda tem receio de receber os cuidados quiropráticos muitas vezes pela falta de informação ou até mesmo pelas informações erradas que lhe são passadas. O profissional graduado em Quiropraxia é habilitado e  treinado para avaliar e ajustar qualquer desalinhamento encontrado na coluna na gestante e também de seu futuro bebê. As técnicas são eficazes e os ajustes são seguros e precisos, proporcionando bem-estar, saúde e equilíbrio para a futura mamãe!

A MÃE QUE AMA, CUIDA DE SUA SAÚDE E FAZ QUIROPRAXIA!



Fonte: http://www.americanpregnancy.org/pregnancyhealth/chiropracticcare.html
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