segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Distensão Cervical

Postado por Livia de Mello Munhós às 12:51 0 comentários
Quem nunca acordou pela manhã com uma dor terrível no pescoço de não conseguir virá-lo para "dar oi" ou até mesmo dar uma "viradinha rápida" e não conseguir mais mexer a cabeça? Pois é, bem vindos ao clube..., pois você teve uma distensão cervical ou mais popularmente chamado de "torcicolo".


Os músculos e os tendões do pescoço podem sofrer estiramento por uso excessivo, crônico e repetitivo, com postura inadequada e tensão, bem como por lesões agudas.As definições médicas neste aspecto são difusas. Em algumas literaturas, o diagnóstico de "distensão cervical" é reservado a condições agudas provenientes de traumas relativamente menores, como por exemplo, dormir errado sobre o pescoço, virar-se de mau jeito para o lado. Enquanto isso o diagnóstico para "dor miofascial cervical", são para lesões crônicas de uso excessivo. Tal distinção é importante, pois os mecanismos de lesão diferentes, como também a história natural e o tratamento. Do mesmo modo, dores no pescoço após traumas significativos, como acidentes com veículos automotivos (lesão em chicote), também são categorias diferentes de lesões.


APRESENTAÇÃO CLÍNICA

O paciente primeiramente apresenta queixas de ter "dormido mal sobre o travesseiro" ou ter voltado a cabeça com rapidez pra cima e ter sentindo uma dor aguda no pescoço. Para a maioria dos pacientes, a dor não particularmente intensa, mas a amplitude de movimento cervical torna-se restrita em virtude da dor. A maioria dos pacientes esperam alguns dias para procurar o médico. A dor encontra-se localiza-se e não irradia para os braços. Além disso não há queixa de dormência, formigamento ou fraqueza dos membros. Se algum desses sintomas estiverem presentes pode-se suspeitam de outro problema que não seja uma simples distensão muscular.

EXAME FÍSICO


Os achados mais comuns no exame físico são dor focal, sensibilidade, defesa e diminuição da amplitude de movimento do pescoço. Neurologicamente (em relação a força, sensibilidade e reflexos), o paciente está intacto. Se fizer com que o paciente se deite e apoie o pescoço com suas mãos (eliminando a gravidade), você poderá ser capaz de mover o pescoço dele, de forma passiva em uma amplitude de movimento maior


EXAMES DIAGNÓSTICOS


Em geral, não há necessidade de algum tipo de exames para distensão muscular, há não ser que outra patologia esteja sendo suspeitada.


TRATAMENTO


O tratamento começa pela compreensão do mecanismo da lesão. A distensão cervical, é em suma, uma tração muscular no pescoço. Uma vez que este está lesionado, o paciente pára de usá-lo e torna-se rígido. O tratamento é direcionado a inflamação e a rigidez do músculo, além de buscar o aumento suave da amplitude de movimento do pescoço.


Gelo ou calor são muitas vezes efetivos na redução alternada da inflamação e da rigidez muscular. Os pacientes devem ser tranquilizados de que isso é uma condição normal e que se for feito um tratamento correto, o problema se resolverá em algumas semanas ou ate mesmo em dias.


Algumas seções de Quiropraxia tem mostrados resultados fantásticos para problemas cervicais, principalmente no caso de distensão. O ajuste vertebral traz uma maior mobilidade do pescoço, diminuindo a rigidez muscular e consequentemente o processo infllamatório. Durante a seção pode ser feito uma tração cervical junto com um relaxamento da musculatura para trazer um alívio mais rápido dos sintomas.


Em casos de dores mais fortes, pode-se também interferir o tratamento com medicamentos anti-inflamatórios e relaxantes musculares. Depois disso se a os sinais e sintomas persistirem, o mais aconselhável é procurar ajuda médica pois deve-se suspeitar de outro diagnóstico.


Fonte: Manual de Medicna Musculoesquelética

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Câncer de Pele

Postado por Livia de Mello Munhós às 10:19 0 comentários

O verão está chegando e junto com ele vem alguns cuidados especiais que devemos tomar nesta época do ano. Os índices de câncer de pele são alarmantes, principalmente na região sul, onde a população é de pele mais clara e por seu litoral ser mais extenso. Segue agora alguns cuidados básicos para enfrentarmos o verão com saúde.

O câncer  de pele é um tumor formado por células da pele que sofreram uma transformação e multiplicaram-se de maneira desordenada e anormal, dando origem a um novo tecido (neoplasia) Pode ter várias causas, como queimaduras solares repetidas ao longo dos anos.
O câncer de pele normalmente se desenvolve na ediderme (camada mais externa da pele), sendo, na maioria das vezes , bem visível, o que faz com que seja detectado em seu estágio inicial.

FORMAS MAIS COMUNS DE CÂNCER DE PELE:

Carcinoma basocelular: mais frequente e menos agressiva, cresce lentamente até formar uma ferida de difícil cicatrização.

Carcinoma espinocelular: mais agressivo que o anterior, cresce mais rápido e forma feridas precocemente. Os carcinomas provocam grandes deformações, mas não levam a morte.

Melanoma: tipo mais grave e menos frequente de câncer de pele. Se não for tratado no início, pode levar a morte pois pode causar metástase (células deformadas que irradiam no sistema linfático e provocam tumores em outros órgãos). Em média, 69% das pessoas que desenvolvem o melanoma são curadas.

CAUSAS DO CÂNCER DE PELE

A exposição exagerada ao sol é uma das causas, mas não é a única. O câncer de pele também é provocado por fatores genéticos e ambientais, como a destruição da camada de ozônio.

Radiação solar:

A radição UV faz parte da luz solar que atinge a Terra. Ao atingir nossa pele, os raios UV penetram profundamente e desencadeiam reações imediatas, como as queimaduras solares, as fotoalergias e o bronzeamento. Provocam também reações tardias, devido ao efeito acumulativo da radiação durante  a vida, como o envelhecimento cutâneo e as alterações celulares, através de mutações genéticas causando o câncer de pele.

Camada de ozônio:

Ela protege o planeta dos raios solares , porém em muitos lugares, está reduzida devido a emissão de gases e poluentes, o que faz com que os raios solares atinjam nossa pele com mais intensidade.

PREVENÇÃO DO CÂNCER DE PELE:

O uso do filtro solar é a melhor forma de proteção e prevenção contra os raios solares e o câncer de pele. O filtro solar age protegendo e evitando os danos causados pela radiação solar. Ele deve ser aplicado generosamente de 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicação a cada 2 horas. Se o filtro utilizado permitir que a pele fique vermelha após a exposição ao sol, é sinal de que a proteção não está sendo eficaz.

Como devo escolher o FPS do meu filtro solar?

FPS significa fator de proteção solar. Todo filtro solar tem um número que determina seu FPS, que pode variar de 2 a 60. O fator mínimo para a sua proteção adequada é 15. A recomendação é usar sempre um filtro solar de fator igual ou maior que 25.

Cuidados e proteção:

Atenção para alguns cuidados que podem fazer a diferença na prevenção do câncer de pele:
  • Não é recomendável a exposição ao sol entre 10h e 16h;
  • Áreas sensíveis como rosto, lábios, couro cabeludo e mãos, necessitam de proteção diária, pois são partes que ficam permanentemente expostas;
  • Não reserve o uso de filtros solares apenas para os dias de verão. Mesmo em dias nublados, 80% dos raios ultravioletas ultrapassam as nuvens.

                                                                                           Fonte: www.dermatologia.com
                                                                                                                                                                  Dicas Farmacêuticas Panvel
                                                                                                                                                                  

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Osteoartrite do Joelho

Postado por Livia de Mello Munhós às 09:39 0 comentários
A Osteoartrite do joelho (OA) é uma causa muito comum de dor nesta articulação em pacientes acima dos 55 anos. Obesidade, história de lesão no joelho, fraqueza no músculo quadríceps e atividades de alto impacto aumentam a probabilidade do desenvolvimento desta patologia.


Apresentação Clínica


O lado medial ou os lados anterior e medial do joelho podem ficar doloridos, mas entretanto, a articulação toda pode ficar dolorida. Em geral a dor carcteriza-se por ser incômoda e contínua. Inicialmente ela está presente em atividade como descer e subir escadas (principalmente ao descer).


A medida que a doença progride, a dor torna-se presente em atividades menos vigorosas, como caminhar por longas distâncias. O joelho também se torna rígido e o paciente pode notar inchaço, relatando que o mesmo leva "algum tempo para aquecer", depois de posicionar-se de pé e caminhar ou depois de levantar pela manhã. Á medida que o paciente caminha, o joelho é aquecido e o paciente sente alívio da rigidez. Depois de permanecer sentado muito muito tempo, pode haver uma sensação de bloqueio e falseio no joelho.


Quando a doença começa a se tornar mais grave, a dor pode ser continua e apresentar-se a noite, levando a pessoa a acordar durante o sono.


Exame Físico


Paciente pode apresentar marcha antálgica, com favorecimento do lado assintomático. Um derrame leve pode estar presente, embora o calor e o inchaço devam levantar suspeita de sepsia. A creptaçã (estalos) pode ser notada em movimentos de flexão e extensão da articulação. Entretanto, não costuma existir um ponto doloroso que reproduza os sintomas no paciente. A comparação ao lado contrário ao afetado pode reproduzir atrofia de quadríceps.


O exame de imagem como raio-x é suficiente para diagnosticar a OA de joelho. Nele, apresenta-se um estreitamento assimétrico do espaço articular, osteófitos (bicos de papagaio), cistos subcondrais, entre outros.


Tratamento


Em casos mais leves a moderados, a fisioterapia ainda é o mais indicado, principalmente para fortalecer a musculatura do quadríceps e melhorar a biomecânica da marcha.


Em suma, o paciente precisa manter-se ativo. Uma vez que o joelho esteja dolorido a tendência é não forçá-lo. Entretanto na OA, a cartilagem é degradada. Para que haja continuidade ao processo de nutrição a cartilagem restante, a carga e o movimento são essenciais. Se o paciente não utilizar a extremidade dolorida, a cartilagem poderá sofrer rápida erosão e será muito difícil interromper o processo de maneira não-cirúrgica. Naturalmente não deve-se forçar o joelho quando estiver com dor, mas deve-se então procurar um equilíbrio saudável.


Fármacos anti-inflamatórios não esteróides podem ser efetivos no alivio da dor.


Suplementação oral com sulfato de glicosamina e condroetina podem ser útil, embora sejam necessárias mais pesquisas para que se façam recomendações definitivas.Uma das vantagens desse medicamento, é que eles não apresentam tantos eleitos colaterais quanto os anti-inflamatórios.


A infiltração intra-articular de esteróide e anestésico também é bastante eficaz. Esse tipo de tratamento oferece geralmente alivio de 4 a 12 meses, podendo ser repetida até 3 vezes por ano quando necessário. A medida que a doença progride as injeções de esteróides se tornam menos eficazes.


A quiropraxia não atua diretamente na OA, mas melhora a desigualdade do comprimento dos membros inferiores que  aumentam o risco de artrose. Neste caso, um alinhamento da coluna, mais especificamente no quadril, faz com que a marcha do portador de artrose fique melhor.Contudo, muitos pacientes começam a queixar-se de dor em outras regiões do corpo como coluna lombar, cervical e até mesmo no joelho oposto como forma de compensação da dor. Desta forma, o tratamento quiroprático é muito eficaz no alivio e prevenção de dores músculo-esqueléticas causadas pela OA.


Em casos mais sérios de encurtamento de membros inferiores causado por algum trauma, processo cirúrgico ou problema congênito o mais indicado é o uso de palmilhas ortopédicas para diminuir a diferença das pernas e a sobrecarga dos joelhos.


Quando as medidas conservadoras falham, existem diversas opções cirúrgicas disponíveis incluindo a artroscopia. O tratamento cirúrgico mais comum e efetivo é a artroscopia total de joelho (prótese). Nesses casos o paciente consegue voltar a ter uma qualidade de vida bem melhor do que antes.

                                                                    

domingo, 24 de outubro de 2010

Hérnia de Disco

Postado por Livia de Mello Munhós às 14:29 0 comentários



Antes de começar a falar em hérnia de disco vou dar uma breve explicação de como funciona a coluna vertebral.

Nossa coluna é composta por um conjunto de ossos sobrepostos chamados de vértebras. Superiormente se articula com o osso occipito (crânio) e inferiormente com o do quadril (bacia). Nossa coluna é dividida em 4 regiões: cervical (7 vértebras), torácica (12 vértebras), lombar (5 vértebras), sacro-coccígea (5 vértebras sacrais e 4 coccígeas, que a partir dos 18 anos começam a fusionar-se (figura1). Entre as vértebras existem os amortecedores do nosso corpo que são os discos intervertebrais. Estes são formados por um núcleo pulposo e ânulos fibrosos.

Figura 1


A hérnia de disco surge, como consequência de diversos pequenos traumas ou um trauma severo sobre a coluna. Com o passar do tempo, as estruturas do disco intervertebral vão sendo lesadas, chegando ao ponto do núcleo pulposo migrar de seu local, do centro do disco para a periferia, em direção ao canal medular ou nos espaços de onde saem as raízes nervosas, levando a compressão dessas estruturas (figura 2). A hérnia de disco pode acometer vértebras cervicais, lombares e raramente torácicas.

Figura 2


O portador desta patologia, de inicio poderá sentir apenas desconfortos nas regiões afetadas. Se não tratado logo, aos poucos poderá ter dificuldade ao levantar de uma cadeira por exemplo, caminhar, espirrar, tossir. A dor então, passa de localizada para irradiada, onde o paciente começa a sentir formigamento em mão e/ou pés, muitas vezes perdendo a força dos membros. Dependendo da raiz nervosa envolvida a dor será irradiada para uma área específica do membro. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 5,4 milhões de pessoas sofrem deste mal.

O exame mais completo para se diagnosticar uma hérnia de disco é a Ressonância Nuclear Magnética. Partindo disto, se o paciente não apresentar-se em um estágio mais avançado, pode ser feito tratamentos conservadores para amenizar a dor e outros sintomas. Fisioterapia, acumpuntura, hidroterapia, analgésicos e até mesmo infiltração do local são algumas alternativas antes de qualquer procedimento cirúrgico. A Quiropraxia vem apresentado excelentes resultados em pacientes com lesões discais. O ajuste articular realizado pelo quiropraxista faz com que a região comprometida tenha mais mobilidade, diminuindo a compressão nervosa, consequentemente diminuindo a dor e a inflamação que a própria hérnia causa no local. Não há contra-indicações para se fazer este tipo de tratamento em portadores de hérnias cervicais e lombares. Vale também lembrar que, além de tratar a causa da dor, a quiropraxia também estará prevenindo que a lesão aumente ainda mais.

O processo de degeneração discal divide-se em 4 fases:

1º fase- Abaulamento discal: esta é a etapa inicial da doença. O disco intervertebral apresenta-se em início de envelhecimento e seu ânulo fibroso apresentam fissuras que levam o disco a forma de arco. Podemos compará-lo com uma câmara de pneu velho que vai perdendo seu formato. Nesta fase o tratamento é mais rápido e fácil, tendo quase que 90% de chances de sucesso na remissão da dor.

2º fase - Protrusão discal: nesta fase o abaulamento é maior podendo atingir algumas raízes nervosas, medula e saco dural. A doença já esta numa fase mais avançada e possivelmente já degeneração discal.

3º fase- Extrução discal: esta fase é mais conhecida por todos - Hérnia de disco. Nesta fase o núcleo pulposo e o anel fibroso já estão em grande estado de degeneração. As estruturas nervosas estão comprometidas pelo estreitamento dos canais aonde passam os nervos, medular e saco dural.


4° fase - Sequestro ou fragmento: esta é a parte mais rara da doença. Consiste da ruptura de todos os ânulos fibrosos e parte do disco que se encontrava extrusa se separa do resto do disco, parte do material fica dentro do canal medular. A compressão provoca inflamação importante e compressão contínua, onde o indivíduo apresenta posição antálgica, inclinando a coluna vertebral. Neste caso o procedimento cirúrgico é o mais indicado.



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